Psicólogo Clínico


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Para educar é preciso bater?


Para esta semana trago um tema que chamou minha atenção, infelizmente é um caso bastante comum, mas prendeu minha curiosidade por algumas razões, das quais estarei comentando no decorrer do texto, falo do caso no Mato Grosso do Sul, na cidade de Campo Grande onde um pai espanca a filha de aproximadamente nove anos por razões que poderíamos não comentar, mas o caso é apresentado desta maneira então vamos “acreditar” que foi por causa do Imã da geladeira que a criança recebeu o espancamento.


Será mesmo que foi por causa do Imã? E se fosse, bater educa? Vamos observar pela “Teoria da Palmada”, ou seja, pessoas grandes batem para “educar”, acreditam que apenas desta maneira chegam ao que pretendem. Não conseguem no dialogo apresentar para a criança o que desejam, é uma impotência enorme, uma carência gritante de falta de controle e respeito para com a criança, e apenas na força bruta e causando medo encontram o modelo considerado ideal para educação.


Já ouvi diversas vezes a frase: “Meus filhos não escutam o que falo, só vai à base da palmada” Me pergunto: Até onde estas crianças escutaram Nãos, até onde o dialogo olho no olho existe neste contexto familiar, onde só encontra um caminho para educar, o conhecido na base da “Piza”. O adulto responsável pela criança serelepe, vai precisar de um “tempero especial”, ou seja, certa sensibilidade para saber entender o mundo infantil, a criança que retirou o Imã da geladeira poderia ter realizado aquele comportamento para chamar a atenção do pai, e de repente foi mal entendida.


E esta insensibilidade do pai que espanca a filha e não consegue dialogar? O que realmente o levou a tal comportamento? O que na vida adulta acontece de maneira diferente da vida de uma criança? Provavelmente um pai ou mãe ou madrasta ou professor, qualquer educador que não conseguir chegar, entender o mundo infantil canaliza suas atitudes para o comportamento físico, agressivo será na base primitiva (pancada), que encontram o modelo que acredita ser apropriado para educar. Espancar jamais dará apreço algum. Você tem medo, terror, menos respeito.

quinta-feira, 19 de abril de 2012


Penso que é possível agora ver claramente por que razão não existe filosofia, crença ou princípios que eu possa encorajar ou persuadir os outros a terem ou a alcançarem. não posso fazer mais do que tentar viver segundo a minha própria interpretação da presente significação da minha experiência, e tentar dar aos outros a permissão e a liberdade de desenvolverem a sua própria liberdade interior para que possam atingir uma interpretação significativa da sua própria experiência.

(Carl Rogers - Tornar-se Pessoa, pg.39).

sábado, 14 de abril de 2012

O Tamanho da Relação Sexual



O cérebro é um órgão muito importante na relação sexual, é ele quem estimula o sentimento de prazer. A relação vai ficar mais intensa, dependendo de como o sujeito trabalha e sente suas emoções. Falar de relação sexual é quase que falar de amor, porque muitas vezes a relação é vista como troca de amor, um sentimento complexo e com variedades de significados. É como diz um amigo meu “Amor é uma evolução do homem, ele se constrói vive e luta pela vontade de amar”. Portanto amor é um sentimento que o ser humano não pode deixar esmorecer.


Você pode está se perguntando: Qual o sentido de tudo isso? É simples. Lembrei-me daquele ditado popular: “Sexo com camisinha é como chupar bala com a embalagem”. Por quê? O preservativo é utilizado em apenas alguns sentimentos, o que faz todo o restante do corpo como a nuca, mãos, orelhas, pernas, boca entre outras?  Bem estão nus e disponíveis não tem nada embalado. Para a relação, não existe uma receita, o desejo está presente de diversas maneiras. O ser humano encontra nestas formas de se manifestar aos poucos, observando cada movimento e ações que lhe dão prazer.


Não discordo que o homem é mais visão, dominação e sente enorme prazer com o coito em si, deixando de lado algo considerável, como o toque, o cheiro, as caricias, mas todos os demais centímetros não cobertos pelo látex (preservativo), estão ali para serem explorados. A relação sexual não tem tamanho, inicia-se na fantasia, é vivenciada na prática e sentida com prazer.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

O que causa a Depressão?



Até o momento a causa exata da depressão permanece desconhecida, não se tem um fator causador do desequilíbrio bioquímico e emocional no sujeito em situações depressivas, podemos dizer mesmo que a grosso modo, encontramos pessoas com mais tendência ou inclinação a desenvolver um quadro depressivo. Não vamos direcionar a determinadas pessoas no estado de depressão, ou justificar que o pessimismo e a importância do sujeito frente à vida estão motivadas por perdas como: divórcios, morte de ente querido, dificuldades financeiras e no emprego, doenças como câncer entre outras, mas são as causas mais frequentes da depressão encontradas hoje no espaço clínico.


Sabemos também que o álcool em excesso assim como qualquer outros tipos de drogas são fatores agravantes para o sujeito com disposições a depressão. Outro fator importante é a pré-disposição genética, parentes que tenham ou estejam passando por depressão, mesmo não sendo determinista, mas são agentes causadores de novos depressivos. E mais, esta predisposição genética aguça no “novo” depressivo uma configuração grave, ou seja, é o sujeito motivado para sofrer, insônias e angustias sempre quando acorda pela manhã, vindo a sutis melhoras apenas no final do dia.


Em mulheres nos deparamos com a depressão pós-parto e temos consciência que são elas quem mais sofrem de depressão e ansiedade numa dimensão estratosférica de um homem depressivo para tais mulheres com os mesmos sintomas. Nos idosos as causas mais frequentes dar-se pós diagnostico de doenças como câncer, Parkinson entre outras. Em crianças a depressão ocorre de uma maneira bastante delicada, podemos exprimir que seria quando a criança não consegue realizar determinadas situações ou atividades.