
Música: arte e ciência de combinar os sons de modo agradável aos ouvidos, para o dicionário Aurélio, enquanto no Houaiss encontramos (...) combinações de sons de forma harmoniosa, partitura, (...) seqüência de sons agradáveis. Mas realmente seria só isso? Música seria “apenas” combinações de sons? Observando pelo olhar da psicologia, basta estarmos num ambiente audível da musica para que sua influência se incline para nós, como aspectos positivos assim como negativos sobre os processos intelectuais do sujeito.
O filósofo Platão diz que a educação musical é a mais poderosa, porque permite introduzir na alma da criança, deste a mais tenra infância, a virtude. A pessoa bem educada musicalmente mais facilmente percebe harmonias, sensibilidades e belezas invisíveis. E como seria está bem educado musicalmente? Platão coloca que músicas com formas do vício, de falta de moderação, baixezas, ações indignas e que denote mesmo que indiretamente crueldade ou promiscuidade classificaria como depravação moral.
Sintetizando: músicas são harmonias que penetram na alma, de tão sublimes não podemos visualizá-la, a música nos transporta para elevadas esferas de mundos sureais e morais. A música superior àquela que lhe faz pensar, aquela não repetitiva, assim como a música inferior nos coloca numa simbiose onde vai refletir alguns de nossos gestos e pensamentos. Para quem supre ler o cardápio antes de fazer o pedido espero que estejam atentos, apesar de que involuntariamente ouvimos inúmeras alienações. Mas vale lembrar que temos menu’s de bons gostos para educar indiretamente nossa mentalidade, nossa maneira de pensar.
(Texto publicado na edição: maio de 2006 do Jornal: Correio do Interior.)
