Psicólogo Clínico


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Música e Psicologia






Música: arte e ciência de combinar os sons de modo agradável aos ouvidos, para o dicionário Aurélio, enquanto no Houaiss encontramos (...) combinações de sons de forma harmoniosa, partitura, (...) seqüência de sons agradáveis. Mas realmente seria só isso? Música seria “apenas” combinações de sons? Observando pelo olhar da psicologia, basta estarmos num ambiente audível da musica para que sua influência se incline para nós, como aspectos positivos assim como negativos sobre os processos intelectuais do sujeito.

O filósofo Platão diz que a educação musical é a mais poderosa, porque permite introduzir na alma da criança, deste a mais tenra infância, a virtude. A pessoa bem educada musicalmente mais facilmente percebe harmonias, sensibilidades e belezas invisíveis. E como seria está bem educado musicalmente? Platão coloca que músicas com formas do vício, de falta de moderação, baixezas, ações indignas e que denote mesmo que indiretamente crueldade ou promiscuidade classificaria como depravação moral.


Sintetizando: músicas são harmonias que penetram na alma, de tão sublimes não podemos visualizá-la, a música nos transporta para elevadas esferas de mundos sureais e morais. A música superior àquela que lhe faz pensar, aquela não repetitiva, assim como a música inferior nos coloca numa simbiose onde vai refletir alguns de nossos gestos e pensamentos. Para quem supre ler o cardápio antes de fazer o pedido espero que estejam atentos, apesar de que involuntariamente ouvimos inúmeras alienações. Mas vale lembrar que temos menu’s de bons gostos para educar indiretamente nossa mentalidade, nossa maneira de pensar.
(Texto publicado na edição: maio de 2006 do Jornal: Correio do Interior.)

sábado, 25 de abril de 2009

Quem foi a vitima?

arte: EMT- divulgação


O que vem acontecendo na conduta de alguns homens praticando atitudes violentas, criminosas e explosivas com suas companheiras é no mínimo curioso. Nos últimos meses observamos na mídia diversos casos de violência e homicídios contra a mulher, todos praticados por ex-namorados inconformados com o final do relacionamento, na maioria das situações, ela é quem comunica o final do relacionamento, e ele, sempre com mais idade.

O caso da adolescente Eloá Pimentel de 15 anos é o mais conhecido; morta com um tiro no rosto, depois de ter sido vitima de seqüestro que durou cinco dias pelo ex-namorado Lindemberg Alves vinte e dois anos. Com o posicionamento da namorada encerrando o relacionamento, fica nela o sentimento da perda do objeto que construiu nos seus pensamentos, e, com esta não aceitação os seus comportamentos acontecem independentes da sua vontade; vale lembrar que as questões educacionais influenciam neste fato, crianças e adolescentes que crescem sem limites, sem ouvir a palavra não, vivem pensando que são donas do mundo; com o primeiro não proporcionado pela vida agem de maneira assustadora, covarde e cruel.

Dinâmica familiar desestruturada, amigos com históricos de agressões, vida escolar conturbada são alguns dos fatores estimuladores de possíveis comportamentos inadequados. Outra questão é a idade, uma garota iniciando na fase da adolescência namorar um rapaz de dezenove. É certo que temos inúmeros casos semelhantes, com relação à idade e são histórias felizes, mas, podemos pensar: Quem foi Eloá? Quem é Lindemberg? Como pensavam?

Possivelmente, a perda afetiva na qual precisaria passar com a separação do namoro ele não suportou, e quando, em comentário a imprensa ele coloca como quem perdeu uma parte sua, podemos designar entre outros aspectos que Lindemberg estendia suas emoções para um sentimento de paixão, se mobilizando a atitudes que fogem a razão. Parece simplista, mas é a última coisa que pretendo. A maneira como inserir uma pessoa numa cultura e educação considerada adequada para a sociedade, são riquezas, que contribuem para a vida comportamental e sentimental do indivíduo em grupo.


(Texto publicado na edição nº 21 do Jornal: Correio do Interior.)