Psicólogo Clínico


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sobre comportamento infantil de Difícil Convivência (Última parte)



Trago o último elemento influenciador nos comportamentos de crianças com difíceis convivências, as “danadinhas”. As Interações de fatores se apresentam como forças sintomáticas nas ações comportamentais, as interações e relações da criança com o mundo alteram, moldam padrões. Passagens durante a infância pode-se tornar um emaranhado de situações confusas quando deparadas com outros grupos. A vida escolar coloca a criança em competições, regras, limites e ações que por muitas vezes não fazem parte do seu cotidiano. Por exemplo, as inquietações de uma criança sedentária que não gosta de educação física, mas por exigência da escola ela precisa frequentar as aulas, esta interação juntamente com as influencias familiares e sociais pode compor e contribuir a seu modo comportamentos complexos em algumas crianças. São atitudes amparadas na fala do pai, mãe, grupos de amigos, professores, que por muitas vezes são ações vista isoladamente. Ocorrem interpretações das mais variadas quando alguém chega e diz: “Vou com você para a aula de educação física”ou “Você vai virar uma bola se não frequentar as aulas de educação física e vai ficar com nota baixa”. As interações de fatores é o pano de fundo dos comportamentos infantis.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Psicossomática é uma doença?


Depois de realizados exames e sem diagnósticos médicos que aponte uma doença, o que realmente é a manifestação apresentada pelo corpo como: dificuldades gastrointestinais, problemas dermatológicos, dores pelo corpo, entre outros. A frase:“Você não tem nada, é coisa da sua cabeça”, deixa evidente que neste caso apresenta-se um quadro de doença psicossomática, seja de origem orgânica ou biológica a pessoa está inserida em um contexto onde muitas vezes apresentam-se como situações estressantes, colocando o outro na impossibilidade de agir de resolver determinado conflito.
Conviver em constante estresse faz com que algumas pessoas desenvolvam manchas na pele geralmente em um mesmo lugar, tenham palpitações aceleradas no coração, entre outras manifestações apresentadas pelo corpo. Uma vez diagnosticado doença psicossomática é altamente importante dar-se início a um tratamento psicoterapêutico, o medicamento ameniza, mas não cura. A psicoterapia vai amadurecer a pessoa apresentando novas maneiras de enfrentar o contexto no qual está inserido. O ambiente no qual frequentamos fala muito de nossa vida e saúde mental.
É um fator psicológico, mas dói no corpo? A dor e enfermidade existem sim, fatores comportamentais e emocionais se envolvem e geralmente nestas interpretações as situações se canalizam para uma determinada área do corpo, é como ele estivesse falando, mas é uma linguagem diferente, por esta razão incompreensível. É o corpo “dizendo” que não está suportando determinada situação, é o corpo apontando, sinalizando que algo de errado está acontecendo e você não ainda não percebeu.