Psicólogo Clínico


sábado, 29 de junho de 2013

Timidez, você tem?



Todo comportamento é aprendido e a comunicação é um emaranhado de todos os conteúdos e experiências que tivemos desde a nossa infância. A timidez molda e transforma de maneira ineficaz as relações interpessoais, pessoas tímidas falam baixo, mas em momentos tensos acelera a voz, surgem bloqueios e gagueira. A timidez é um desconforto na comunicação pela razão da presença de alguém, de outra pessoa, geralmente alguém desconhecido ou com poucos contatos, isso ocorre por uma avaliação negativa que surge de maneira fantasiosa e equivocada do interlocutor. A timidez é apresentada de diversas maneiras e quase incapaz para uma definição plausível. A timidez é universal, quase todas as pessoas do mundo já passaram por um período de timidez, mais da metade da população brasileira apresenta um quadro de timidez.
Você lembra ter visto algum bebê chorar exacerbadamente quando no colo de alguém para ele considerado estranho? Pois bem, estudos apontam que bebês sensíveis a pessoas ou objetos estranhos reagem negativamente com a finalidade de afastamento daquele estimulo que lhe incomoda, numa situação como esta o bebê apresenta grande probabilidade a desenvolver uma timidez.Sabemos também que disposições apresentadas durante toda a vida da pessoa são fatores altamente “influenciadores” na organização da timidez. Pais tímidos, super protetores, experiências negativas entre outras ações são comportamentos que alimentam numa criança características para um possível quadro de timidez.
O tímido tem dificuldades de se expressar, mas sente enorme necessidade de ser entendido, apresenta raciocínios alterados da realidade, tem dificuldades de iniciar amizades, mas quando conquistadas são considerados grandes amigos. Para a timidez não existe cura, afinal não é doença. O tímido precisa entender sua condição e adotar comportamentos considerado para si como saudáveis, ou seja, repensar e procurar novos caminhos para o processo de mudança e crescimento. A autorreflexão vai contribuir muito para este crescimento, assim como uma boa psicoterapia, ajudando a ampliar e amadurecer ideias.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Cura gay existe?



O projeto de autoria do Deputado João Campos volta à tona, na última terça-feira (18), a Comissão de Direitos Humanos, aprovou o projeto de decreto legislativo, mesmo que em votação simbólica, falta passar pela Comissão de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça, mas não deixa de preocupar, o projeto em questão é conhecido como “cura gay”, ou seja, os profissionais psicólogos estariam autorizados ao tratamento da homossexualidade.
O presidente da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara o deputado Marco Feliciano é pastor e bacharel em Teologia, a partir deste contexto surge à primeira dúvida: como legislar numa profissão sem nenhum conhecimento e respaldo? O relator do texto Anderson Ferreira, aprova o projeto justificando que a psicologia está em constante evolução e ricas correntes teóricas, com isto, sendo difícil determinar procedimentos corretos, ou não. E acrescenta: É direito do profissional conduzir sua abordagem conforme a linha de atuação, segunda dúvida: qual linha de abordagem aborda a “cura gay?”.
Na verdade a intensão destes políticos é seduzir eleitores de um determinado grupo, pode até manipular e conseguir votos, mas não vai conseguir pôr em poder para esta comunidade o que está proposto no projeto. O que Marcos Feliciano defende não se sustenta não se cura gay. A nossa campanha contra o projeto busca pela igualdade dos direitos para os homossexuais, eles não precisam deste Projeto de Lei, e mais, um bom profissional não fará efeito participativo neste circo de imposição e diminuição da dignidade do outro, neste caso dos homossexuais

terça-feira, 11 de junho de 2013

Síndrome do Pânico



A leitora Ana Paula solicitou como tema a Síndrome do Pânico, vamos dialogar sobre este assunto que vem crescendo a cada dia, A síndrome do pânico estar alicerçada na ansiedade, podendo ser caracterizada como um transtorno psicológico, apresentando-se em situações estranhas pelo corpo, são reações adversas, as pernas tremem, dificuldade para engolir, o grau de ansiedade torna-se maior, ocorre também o medo de sair de casa e consequentemente não ir trabalhar. Em muitos casos estas pessoas são encaminhadas para um clínico, como os exames não detectam absolutamente nada considerando resultante daquele comportamento, aplica-se um medicamento para que durma e pronto. Está tudo errado.
As ocorrências nas crises de pânico variam de pessoa para pessoa, tremores, formigamentos, falta de ar, dificuldade para engolir, sensação de irritabilidade podem surgir com frequências. Então, quando isto ocorre o que se faz? Nas crises de pânico a ansiedade é fator principal e rapidamente apresenta quadros interpretativos sempre com finalidades negativas, “Vou morrer”, “Vou ficar louca”, quando a crise passa fica a sensação e espera de uma nova crise, para que todo este conflito não tome maiores dimensões o ideal é dar início ao processo de acompanhamento psicoterapêutico. A vulnerabilidade e expectativa são intensas e agudas, com isto um quadro de fantasia se instala, podendo ocorrer a qualquer momento uma nova crise de pânico, que na verdade nada mais é que um intenso ataque de ansiedade. As causas mais comuns mostram que após eventos conflitosos como doença, morte, separação conjugal, crise profissional podem desencadear a síndrome do pânico, estes fatores vão depender do nível de estresse e grau de vulnerabilidade de cada pessoa.

sábado, 8 de junho de 2013

Síndrome do Pânico: O tratamento



Dando continuidade à postagem anterior trago de uma maneira sucinta como precisamos fazer no tratamento da síndrome do pânico. Observando nossa cultura, o medicamento entra como fator primordial e não é visto como um recurso auxiliar durante as crises. O medicamento não estrutura a pessoa para sentimentos de capacidade, potência e estados internos maduros. O medicamento também não retira o medo durante o estado de pânico, optar por um tratamento em conjunto com a psicoterapia é uma maneira eficiente de tratamento durante a síndrome do pânico.
O tratamento menos eficiente é optar apenas pela medicação, pois as possibilidades de recaídas são enormes, mascara o sofrimento ao invés de enfrentar e realmente ajudar a pessoa a superá-lo. Pesquisas recentes comprovam tratamento da síndrome do pânico sem ajuda medicamentosa, fazendo uso apenas de uma boa psicoterapia. A necessidade de se sentir bem é uma conquista que precisa superar obstáculos enormes durante o tratamento psicoterapêutico, o sentimento de desamparo e fragilidade precisam dar espaço para sentimentos satisfatórios, conectados a forças internas superando as dificuldades com isso dando abertura para um crescimento pessoal e excluindo pensamentos e sentimentos de inferioridades. Crescer psicologicamente é a arma ideal para os males da alma, assim como para a síndrome do pânico.