Psicólogo Clínico


domingo, 31 de março de 2013

Sobre comportamento infantil de Difícil Convivência (Parte 2)


Dando continuidade a última postagem, precisamos iniciar nossa compreensão com relação ao comportamento da criança de difícil convivência pelo fator primordial, observando os limites e capacidades de desenvolvimento do indivíduo no processo de hereditariedade. Qualidades são fixadas no momento da concepção, exercendo influências decisivas no comportamento. Não vamos discutir se a hereditariedade é mais ou menos determinante com relação ao ambiente externo, também não vamos considerar separadamente. Os atributos da hereditariedade são fatores significantes.
Considerando um destes atributos, podemos colocar como exemplo a formação física da pessoa, mecanismo estabelecido na hereditariedade. Uma criança considerada alta, estando acima da media pode encontrar facilidades em algumas atividades como em competições, por outro lado, seu tamanho pode ser alvo de comportamento alheio dos mais variados, com isto, esta característica hereditária interage com o ambiente produzindo reações comportamentais.
Pesquisas realizadas nos Estados Unidos apontam a possibilidade de que alguns elementos do comportamento e maneira de adaptação em situações físicas possam basear-se em influencias hereditárias. Não apenas o físico é herdado, mas até as ações de comportamento tem uma pequena base hereditária. Podemos dizer: “Sou um pouco papai, sou um pouco mamãe”, não apenas fisicamente, mas também como conduta nos padrões de comportamento.
Próxima semana: A família e o contexto social e cultural como mais um importante fator de influencias no comportamento de crianças com difícil convivência.

sábado, 30 de março de 2013

Sobre comportamento infantil de Difícil Convivência (Parte 3)


Em se tratando de referencia às influências formadoras e modeladoras do comportamento, a família aparece na principal influência. Os comportamentos paternais desde o nascimento da criança têm efeitos profundamente importantes. Podemos observar em casos de rejeição dos pais durante o nascimento do filho, geralmente são apresentados comportamentos de difíceis convivências. A não importância das atividades com relação ao desenvolvimento da criança permite que os padrões infantis tornem-se altamente complexo.
O relacionamento desorganizado entre os pais afetam a criança, e ocorrem problemas do âmbito comportamental com profundos atritos e desarmonias. É comum numa criança com difícil convivência um histórico de desarmonia familiar, como combinações pai-madrasta, assim como, crianças que vivem com a mãe. O modelo do lar afeta o comportamento da criança, ainda mais que as ideias de seu grupo de amigos. A disciplina grosseira, perniciosa, se relaciona com comportamentos delinquentes, é preciso cuidado e reflexão enquanto mãe e pai na educação da criança, como tínhamos dialogado no texto anterior, fatores hereditários têm suas influências, mais ainda a rotina e convívio familiar.