Psicólogo Clínico


terça-feira, 10 de junho de 2014

Numa tentativa de Educar sem precisar usar a violência


O projeto conhecido como Lei da “palmada”, agora batizada como Lei Menino Bernardo foi aprovada mês passado pelo senado, agora segue para sanção presidencial.  A proposta do texto aborda o direito das crianças de serem educadas sem tratamento cruel e degradante. Fala-se da proibição da palmada na educação dos filhos, com esta interpretação a proposta fica mal entendida, pois a lei não impõe, foi desenvolvida para evitar o uso da violência na educação das crianças e adolescentes.
Falando mais resumidamente: a lei quer mostrar que se pode criar e educar uma criança sem precisar bater, apenas isto, mas se o educador submeter crianças a castigos cruéis será encaminhado a tratamento psicológico, assim como programa de orientação.
Estamos falando de uma sociedade e as representações sociais não mudam tão rapidamente, estamos em processo de transição. A cultura de bater em crianças é frequente e muito antiga, mas que precisa ser defrontada, a partir de agora educar de maneira agressiva e violenta precisa ser pensada, quando um adulto levantar a mão para violentar uma criança, talvez, no espaço de tempo entre o levantar a mão e concluir a agressão surjam reflexões de que aquele comportamento não será necessário, ele pode encontrar outra maneira para educar.
Na verdade a Lei pode ajudar a amenizar a relação dos adultos para com as crianças buscando a tentativa de diminuição da violência, com isso, as próximas famílias venham com uma formação diferenciada; diferenciada como? Sem o uso da violência para educar.
Sabemos que não é aprovado o comportamento de bater em um idoso quando ele insistir com alguma situação, bater numa mulher por ter realizado alguma “traquinagem” também não é correto, quando uma criança que insiste ou faz “traquinagem” levar uma “surra”, isto não pode ser visto como sinônimo de educação é também uma ação desaprovada, bater sempre será um comportamento violento, conversar ainda é o melhor caminho.