No último dia 17 de maio foi
comemorado o dia internacional contra a Homofobia, uma razão a mais para
discutirmos este assunto hoje. Vou tentar esmiuçar ao máximo este mal social
que sempre existiu, mas a cada dia parece tomar mais espaço. Lá no início dos
anos setenta o comportamento preconceituoso com pessoas que sentem desejos por
parceiros do mesmo sexo ganhou nome e designação caracterizada como fobia, ou
seja, quem tem preconceitos com gays pode considerar como uma doença, e mais do
que isso, hoje nos Estados Unidos este tipo de comportamento adquire nova
nomenclatura a homoignorância, mas afinal o que é a Homofobia? Por qual razão
alguns aceitam e outros não?
Qualquer sentimento de
preconceito, ódio e repugnâncias, costuma instalasse mesmo que de maneira
inconsciente na mente do individuo que se encontra com alguma indefinição sobre
determinado caso, para a Homofobia, é a identidade sexual do homofóbico que
está indefinida, gerando dúvidas, revolta e angustias e com isso transferindo
seu ódio para quem conseguiu assumir a sexualidade.
Podemos a grosso modo expor da
seguinte maneira: para reafirmar a heterossexualidade o mecanismo de defesa que
encontra é machucar, odiar e até matar o que está causando sentimentos e sensações
satisfatórias mas que não pode viver, afinal é reprovado pelos grupos dos quais
convive culturalmente (amigos e parentes), religiosamente (crenças) e
ideologicamente (a maneira como pensa e age diante da sociedade). Outra questão
que muitas vezes surge na clínica são os casos de depressão no homofóbico,
estes casos surgem dos conflitos internos que estão em guerra consigo mesmo sem
externar estas angustias que vive. Em tratamento psicológico é possível
organizar esta formação de identidade insatisfatória, buscando uma organização
sexual e consequentemente psíquica.

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